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Segundo o conto de Michel Tournier

 

 

 

fotos revista PARIS MATCH

22 ABR1961 :: 6 ABR1968 :: 9 e 16 AGO1969

 

 

 

Quando Gagarine, o primeiro homem a ir para o espaço, voltou à Terra, foi primeiro recebido por Kroutchov, o mais alto responsável soviético. Este perguntou-lhe:

«—Camarada, estiveste no céu?».

«—Estive»—respondeu-lhe.

«—Então, sempre viste que Deus não existe!»

«—Ele estava lá»—retorquiu Gagarine. «Eu vi-o, com a sua grande barba, sentado numa poltrona de nuvens.»

«—Já suspeitava»—disse Kroutchov. «—Sempre achei que, no fundo, quem tinha razão eram os Papas e que o materialismo e o marxismo eram um disparate. É terrível! A URSS está perdida. A não ser que te cales. Jura-me pelo que tens de mais precioso, que não dirás nunca que Deus existe.»

 

Gagarine jurou, depois correu mundo, foi recebido por chefes de Estado, e chegou ao Vaticano. O Papa chamou-o à parte.

«—Diz-me, meu filho, foste ao céu?»—perguntou-lhe.

«—Fui»—respondeu.

«—Então, viste lá Deus?»

Gagarine lembrou-se do juramento e disse:

«—Deus não existe.»

«—Já suspeitava»—comentou o Papa. «—Sempre achei que ele não existia e que a religião é uma fastasmagoria...»

MICHEL TOURNIER num filme de Max Armanet.

 


foto HENRI CARTIER-BRESSON, «The People of Russia».

Revista PARIS MATCH, 1955.

 

 

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