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  Post 005 -  Julho de 2007  

 

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«nong qua... nong qua...»

 

 

 

foto NICK UT/AP, Vietname, JUN1972.
 



foto ANNE BAYIN/MILK, «Kim Phuc and Thomas, 1995»



  
«Nong qua, nong qua» (muito quente, muito quente).
Segundo o fotógrafo Nick Ut, eram estas as palavras da jovem Kim Phuc (a 'rapariga do napalm') e dos seus companheiros, quando fugiam dos ataques a Trang Bang, no Vietname, em 1972.

 

A jornalista Judith Coburn, do L.A. Times, fez em 1989 uma espantosa reportagem sobre Phan Thi Kim Phuc (cujo nome em vietnamita significa 'felicidade dourada'), que sobreviveu aos bombardeamentos a Trang Bang, no dia 8 de Junho de 1972, e veio a encontrar-se em Havana, 17 anos mais tarde, com o mesmo fotógrafo da Associated Press que a socorreu depois de a fotografar.

 

Com a fotografia, Nick Ut acabaria por ganhar o Prémio Pulitzer, em 1973, enquanto a jovem Kim Phuc foi tratada com êxito nos hospitais de Cu Chi e Saigão, tendo sido assistida neste último pelo Dr. Arthur Barsky e pelo seu assistente, Dr. Mark Gorney, que se celebrizou mais tarde como cirurgião plástico em S. Francisco.

 

 

KIM PHUC ESTEVE HOSPITALIZADA DURANTE 14 MESES, TENDO-LHE SIDO EFECTUADAS 17 OPERAÇÕES CIRÚRGICAS PARA DEBELAR OS EFEITOS DAS QUEIMADURAS DE 1º GRAU QUE SOFREU EM TODO O CORPO.

TORNOU-SE MENSAGEIRA DA BOA VONTADE DA UNESCO, CASOU E TEVE 2 FILHOS.

VIVE EM TORONTO, NO CANADÁ.

 

 

 

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