Está representado no Centro de Estudos Informáticos
da Universidade Fernando Pessoa, do Porto, e no Museum of Computer Art
da University of New York State, USA.
«Antero de Alda tem aberto
recentemente caminhos novos no que diz respeito à poesia animada por
computador, introduzindo várias técnicas de interacção e
multimedialidade nos seus trabalhos, através de programação em
Javascript e em Flash.»
RUI TORRES, Poesia
Experimental e Ciberliteratura.
CETIC-Universidade
Fernando Pessoa.
Documento
[ p. 8 ]
«His art is
shamelessly and brilliantly avant-garde.
It is compounded of
poetry, sound and movement, and may be categorized as programming art or
web art. It relies heavily on JavaScript and Flash. It is not
conventional digital art by any means but it is certainly digital art
with a difference.»
DON ARCHER, Museum of Computer
Art.

«Nas experimentações poéticas, os meios digitais possibilitam não só uma gama de manipulações, como também, geram novas formas, constituindo-se como uma ferramenta de criação, é significativo citar o poeta português Antero de Alda. Ele faz um trabalho situado entre o experimentalismo semiótico e alguma iconografia lírica documental. É considerado pela crítica uma referência na associação da poesia, da imagem e dos recursos midiáticos.»
ROSELENE BERBIGEIER FEIL,
Poesia na era tecnológica.
Universidade Estadual de
Maringá,
Brasil.
Documento
[ p. 11 ]
«(...) Há também novas possibilidades de leitura e mudanças na
manipulação e interação com o objeto poético: do papel (folhear linearmente)
para digital (navegar de forma não linear e de hipertexto, participar
interativamente).»
[Poéticas dos artistas
Arnaldo Antunes, Antero de Alda e Augusto de Campos]
ADRIANO GABRIEL BUZELLO,
Poesia visual: trajetória, poética e visualidade.
Universidade do Extremo Sul
Catarinense, Brasil.
Documento
[ pp. 23, 64-70 ]
«A leitura na cibercultura demanda novos conhecimentos no campo dos atributos
cognitivos e significativos do leitor. O hipertexto assim como o poema no contexto do
ciberespaço é uma obra para ser lida, vista, ouvida, manipulada e investigada. Sua
realização, independentemente da época ou do suporte a que está vinculada, depende da
intervenção do leitor, que o recria ao interagir com o fazer do poeta ou da equipe que
produz esse tipo de texto. (...) O poeta e fotógrafo
português Antero de Alda faz o leitor justamente refletir sobre esse processo...»
KÁTIA CAROLINE DE MATIA,
Reflexões sobre o hipertexto e a poesia digital.
Universidade Estadual de
Maringá,
Brasil.
Documento
[ pp. 8, 10 ]
«Efetivamente, na ciberpoesia de Alda, os processos enunciativos que
possibilitam ao sujeito lírico se colocar de forma consciente e contestadora em
relação ao pensamento institucional, que é a ideologia, partem da ação
individual de identificação e resistência até uma ação coletiva de contestar, e
não somente assimilar, aquilo que é produto de uma reflexão crítica. É assim
que, diante de um realismo maduro, comprometido com os homens de seu
tempo, Alda assume uma postura visionária de seu fazer poético,
transcendendo os limites da palavra escrita, para registrar, com a força
eloquente de suas imagens, o "Zeitgeist" que demarca a cibercultura.»
DÉBORA SILVA, A Modernidade
Líquida na Ciberpoesia de Antero de Alda.
Universidade Estadual de Goiás,
Brasil.