ANTERO DE ALDA Dados biográficos

   POESIA  |  FOTOGRAFIA

 

Nasceu em 1961.

Formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Mestre em Tecnologias pela Universidade do Minho.

Vive e trabalha em Amarante.

 

Situado entre o experimentalismo semiótico e alguma iconografia lírica documental, colaborou desde 1981 em diversas publicações da especialidade, de que se destacam «Poemografias» (ed. Ulmeiro), «Mappe Dell’Immaginario» (ed. Il Campo, Itália), «Postextual» (México), «DOC(K)S» (França), «Antologia da Poesia Experimental Portuguesa» (ed. Angelus Novus) e «Grammavisual» (Espanha).

Publicou «memória de hibakusha e outros poemas» (1986) e «O Século C.N.A.» (1999). Esperam publicação «Oceanografias» e «Geografia Divina».

 

Desde 2005, dedica-se também à Fotografia.

 

Trabalhos seus estão dispersos em diferentes países como Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, EUA, França, Holanda, Itália, México e Polónia.

 

A VIDA É UMA DANÇA   os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 

 

Está representado no Centro de Estudos Informáticos da Universidade Fernando Pessoa, do Porto, e no Museum of Computer Art da University of New York State, USA.

 

 

 

«Antero de Alda tem aberto recentemente caminhos novos no que diz respeito à poesia animada por computador, introduzindo várias técnicas de interacção e multimedialidade nos seus trabalhos, através de programação em Javascript e em Flash.»

   RUI TORRES, Poesia Experimental e Ciberliteratura.

   CETIC-Universidade Fernando Pessoa.

    Documento [ p. 8 ]

  

«His art is shamelessly and brilliantly avant-garde.

It is compounded of poetry, sound and movement, and may be categorized as programming art or web art. It relies heavily on JavaScript and Flash. It is not conventional digital art by any means but it is certainly digital art with a difference.»

   DON ARCHER, Museum of Computer Art.

 

 

«Nas experimentações poéticas, os meios digitais possibilitam não só uma gama de manipulações, como também, geram novas formas, constituindo-se como uma ferramenta de criação, é significativo citar o poeta português Antero de Alda. Ele faz um trabalho situado entre o experimentalismo semiótico e alguma iconografia lírica documental. É considerado pela crítica uma referência na associação da poesia, da imagem e dos recursos midiáticos.»

   ROSELENE BERBIGEIER FEIL, Poesia na era tecnológica.

   Universidade Estadual de Maringá, Brasil.

   Documento [ p. 11 ]

 

«(...) Há também novas possibilidades de leitura e mudanças na manipulação e interação com o objeto poético: do papel (folhear linearmente) para digital (navegar de forma não linear e de hipertexto, participar interativamente).»

[Poéticas dos artistas Arnaldo Antunes, Antero de Alda e Augusto de Campos]

   ADRIANO GABRIEL BUZELLO, Poesia visual: trajetória, poética e visualidade.

   Universidade do Extremo Sul Catarinense, Brasil.

   Documento [ pp. 23, 64-70 ]

 

«A leitura na cibercultura demanda novos conhecimentos no campo dos atributos cognitivos e significativos do leitor. O hipertexto assim como o poema no contexto do ciberespaço é uma obra para ser lida, vista, ouvida, manipulada e investigada. Sua realização, independentemente da época ou do suporte a que está vinculada, depende da intervenção do leitor, que o recria ao interagir com o fazer do poeta ou da equipe que produz esse tipo de texto. (...) O poeta e fotógrafo português Antero de Alda faz o leitor justamente refletir sobre esse processo...»

   KÁTIA CAROLINE DE MATIA, Reflexões sobre o hipertexto e a poesia digital.

   Universidade Estadual de Maringá, Brasil.

   Documento [ pp. 8, 10 ]

 

«Efetivamente, na ciberpoesia de Alda, os processos enunciativos que possibilitam ao sujeito lírico se colocar de forma consciente e contestadora em relação ao pensamento institucional, que é a ideologia, partem da ação individual de identificação e resistência até uma ação coletiva de contestar, e não somente assimilar, aquilo que é produto de uma reflexão crítica. É assim que, diante de um realismo maduro, comprometido com os homens de seu tempo, Alda assume uma postura visionária de seu fazer poético, transcendendo os limites da palavra escrita, para registrar, com a força eloquente de suas imagens, o "Zeitgeist" que demarca a cibercultura.»

   DÉBORA SILVA, A Modernidade Líquida na Ciberpoesia de Antero de Alda.

   Universidade Estadual de Goiás, Brasil.

   Documento [ pp. 2 e sgts. ]

 

«Se no caso da geração automática de texto ainda é possível reconhecer uma matriz literária, quando processos algorítmicos semelhantes são usados para recombinar em simultâneo imagem pictórica e texto verbal, ou texto verbal e imagem cinética, estamos perante formas de arte digital sem equivalente directo nas formas e géneros anteriores. A literatura especificamente electrónica encontra-se frequentemente nesta posição. É o caso de sítios web de autores como Antero de Alda ou Rui Torres, cuja produção incorpora plenamente o hibridismo inter-artístico resultante da convergência de meios em poemas programados inteiramente multimodais, que combinam imagem, texto verbal, voz, música e vídeo.»

   MANUEL PORTELA & RITA GRÁCIO, Poesia em rede...

   Universidade de Coimbra, Portugal.

   Documento [ pp. 21-22 ]

 

 

 

 

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