os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 
      Dueling banjos from DELIVERANCE, 1972 (or. Arthur Smith, 1955)

 

 

 

 

 

 

#180 GENS DU BARROSO: HISTOIRE D'UNE BELLE HUMANITÉ

1º Prémio ILFORD "Noir & Blanc" 1999.

© gérard fourel

 

«Le Barroso peut s'enorgueillir d'ètre un des derniers lieux ou le mot Humanité a un sens.» Gérard FOUREL

 

Bustelo, Chaves, Páscoa de 1985.

#179 [PÃO NEGRO] GENTE DAS BEIRAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© antero de alda

 

 

Recordo-me do pão. Era escuro e pegajoso

da farinha de centeio grosseiramente moída.

Mas abriam-se os rostos em sorrisos

quando o punham na mesa.

 

I remember the bread.

It was dark and sticky, from

the coarsely ground rye flour.

But faces opened up in smiles

whenever it was placed upon the table.

IEVGUÉNI VINOKÚROV

Trad. PT | Manuel de Seabra

 

João e Maria.

 

Covas do Monte, Março de 2010.

#178 GAZA DEVASTATION

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© christian als

 

O mais recente conflito (Dezembro de 2008) entre Israel e o Hamas durou 22 dias. Depois do cessar-fogo, os palestinianos sobreviventes regressaram às suas casas e encontraram um cenário de destruição. Estima-se que morreram mais de 1300 palestinianos e somente 13 israelitas. Na Faixa de Gaza cerca de 4000 prédios foram destruídos, provocando 50 mil desalojados...

The Israeli-Hamas war lasted for 22 days, and in the wake of the ceasefire in the Gaza Strip, surviving Palestinians returned to homes crushed beyond repair and mourning of lost relatives. 13 Israelis and more than 1300 Palestinians were killed. An estimated 4000 buildings were destroyed. 50.000 Gazans were left homeless... MORE PHOTOS

 

Gaza, 2009.

#177 LENTAS PEGADAS

 

 

Ele vem pelas ruas

sob a lua pálida,

um cavalo morto

em antiga batalha.

 

Seus cascos sombrios...

trepida, resvala;

dá um fosco relincho

com sua voz distante.

 

Na plúmbea esquina

de uma barricada,

com olhos vazios

e com horror, pára.

 

Ouvem-se mais tarde

suas lentas pegadas,

por vias desertas

e ruinosas praças.

 

JOSÉ MARÍA EGUREN

Trad. José Bento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© paulo fogg

 

 

2007.

#176 SÉRIE 'POLONESES'

D. Vanda Wierzbicki e o seu papagaio que fala polaco. Santana, Cruz Machado, 1987.

 

 

Polish immigrants in Brazil

Nos finais do século XIX e princípios do século XX o Brasil acolheu um número indeterminado de imigrantes provenientes da Europa do Leste, principalmente da Polónia, que se instalaram por toda a região do Curitiba e Rio Grande do Sul. Este processo colonizador interessava o governo brasileiro para tornar produtivas as terras despovoadas, «visando contribuir para o abastecimento interno do país e amenizar o desnível da balança comercial causado pelo grande peso das importações de alimentos» (Thaís Janaina). Por sua vez, os emigrantes polacos fugiam do seu país em busca de uma vida mais digna e livre. No Brasil, jamais foram espoliados da sua identidade cultural e religiosa, conforme o comprova — quase um século depois — a reportagem de JOÃO URBAN, que também viajou até à Europa para comprovar as similitudes.

 

 

 

D. Alexandra Pula com a sua roca. Santana, Cruz Machado, 1987.

 

 

 

 

 

Senhoras Avelina e Lídia Marszal, filha e neta de imigrantes. Santana, 1986.

 

 

 

 

 

Senhor Francisco Czelusniack e o seu camião. Tomás Coelho, Araucária, 1987.

 

 

 

 

 

Senhor Leonardo Wierzbichi com sanfona. Santana, Cruz Machado, 1999.

 

 

 

 

 

João Pirog, fotografia do passaporte e lembrança do pai no exército polaco. Tomás Coelho, Araucária, 1985.

 

 

 

 

 

Senhora no interior de sua casa nas proximidades de Ziwiec, sul da Polónia, 1988.

© joão urban

 

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