os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 
      CAT POWER The moon

 

 

 

 

 

 

#110 FLY

© paulo fogg

 

«Give me wings...»

Viana do Castelo, 2009.

#109 SANTOS E RECORDAÇÕES DE ALZIRA MATILDE GASPAR

© antero de alda

 

 

Em Moimenta da Raia, uma aldeia isolada às portas da Galiza de Espanha, vive Alzira Matilde Gaspar.

Alzira tem 77 anos. Reza todos os dias a Santa Luzia e a Nossa Senhora de Fátima. Ficou sozinha, depois da morte do marido há um ano atrás.*

*Doente, Alzira Gaspar emigrou com os filhos em finais de 2008. PHOTO STORY

 

(...)In Moimenta da Raia, an isolated village at the gates of Galicia, Spain, lives Alzira Matilde Gaspar. She prays everyday to St. Luzia and to Our Lady of Fátima. She was left alone when she was 76 years old, after her husband passed away.

Sick, Alzira Gaspar emigrated with their family in December 2008.

 

Moimenta da Raia, Vinhais, Novembro de 2006.

#108 DOUBLE, DOUBLE TOIL...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© annie tritt

 

 

Birmânia, 2009.

#107 COMO SEMPRE...

© carlos vilela

 

Santo Tirso, 2009.

 

#106 HISTORY OF ONE DOSE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© arthur bondar

 

«History of one dose» conta parte da vida de dois amigos, Vitaliy e Pavel, que partilham uma existência marginal em Kiev. Para Vitaliy esta história começou quando a sua primeira namorada o abandonou depois de uma experiência com drogas. Ele diz que se tornou igualmente toxicodependente depois de seguir o mesmo caminho na tentativa de perceber como as drogas podem ser mais fortes do que o amor...

When Vitaliy was 14 years old he was fall in love... But one day your girlfriend betrayed him with drugs and Vitaliy wanted to know what could be stronger than their love and tasted drugs at first time... PHOTO STORY

 

 

Kiev, Ucrânia, 2008.

#105 VIDA BELEN

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© meridith kohut

 

Belén, no distrito de Mérida, a poucos quilómetros da cidade fronteiriça de San Cristóbal, é uma «zona vermelha» do norte da Venezuela, controlada pelos traficantes de droga da vizinha Colômbia. As imagens (em cima) testemunham a dor dos familiares de mais uma vítima da violência nas ruas, para a qual a polícia — também ela envolvida em negócios ilícitos — não encontra solução.

Em baixo, numa cena de violência na telenovela «Mulheres Assassinas», Alexandra cobre os olhos da pequena Samantha: ela deseja que a criança continue os seus estudos e receba uma educação católica para poder fugir deste mundo cruel em que nasceu.

 

On the top (2): Portraits of life in Belen, a red-zone sector in Venezuela heavily controlled by Colombian narco-traffickers. (...)Karina mourns the death of her cousin, Maximo, during his burial in the Belen cemetery. Maximo was shot outside of his family home in the center of Belen. Police investigators say they have no leads on his case, which will most likely never be further investigated nor solved. Rampant police corruption and incompetence lead residents of Belen to seek their own street justice or revenge.

Alejandra covers Samantha's eyes during a murder scene in the popular late-night soap opera, "Women Assassins" at their home in the red-zone-sector of Belen in Merida, Venezuela. (...)Alejandra says she wants Samantha to have a better life than the one she has lived, and is diligent about teaching her the importance of school, having Christian values and making good decisions.

Venezuela, 2008.

#104 PASSEIO

© sérgio carvalho

 

Pela rua de Santa Catarina.

Porto, 2009.

#103 MULHERES DO BARROSO: FELICIDADE COELHO

© antero de alda

 

«Este novo punctum, que já não é forma, mas intensidade, é o tempo, é a ênfase dolorosa do noema ('isto foi...'), a sua representação pura.» (Roland Barthes).

A reflexão barthesiana do tempo fotográfico difere do conceito de «momento decisivo» de Bresson, porque, como diz Ruth Iana Ferreira (Fotografia/Tempo: Imagem mental e emoção), se «atribuímos ao objecto fotografado uma vida exterior ao que realmente nos é apresentado, o desejo de ver mais além do que o visível...», também nos apercebemos que há na fotografia «dois tipos de morte: a morte instantânea – o momento do disparo e respectiva paragem no tempo – e a morte previsível – esse noema que é 'isto será...' e 'isto foi...'».

Mais ou menos criativos, os retratos serão sempre testemunhos do encontro dos vários tempos (o tempo congelado e o tempo previsível, o tempo criativo e o tempo antropológico...) que a fotografia representa.

 

Felicidade Coelho foi fotografada nos anos (19)80 pelo fotógrafo francês Gérard Fourel. Em 2007, reencontrei-a quando ela própria já não tinha a noção do seu tempo de vida: pensa-se que terá agora 76 anos.

Doente de Alzheimer, partiu para a América, para casa de uma filha, em Março de 2009. Partiu para morrer.

 

«(...) Ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro.

O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para mim mesmo: ela vai morrer.

Estremeço, como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda a fotografia é esta catástrofe.»

ROLAND BARTHES, A Câmara Clara, cap. 'O Tempo como Punctum', 1989: Edições 70, colecção Arte & Comunicação, Lisboa.

 

 

GÉRARD FOUREL, anos 1980

 

ANTERO DE ALDA, 2007

 

 

Being a woman in the interior of Portugal, highlander and deep, it´s almost always a sign of pain and grief. Dark scarves are traces of a loss: the youth loss which threatens everything or the loss of the chief of the family who was dominant or — even more painful — two losses at the same time.

The family is the world of the man by excellence, where children and women stay as beings almost insignificant and frighten: it´s not the men´s job to kiss the hand of the priest… There isn´t any joy in the widows unless whenever the female indiscipline overcomes the outrage of the male´s discipline.

They call it abjection, dishonour!

Kiss, people! It seems to be this, in spite of all, the only musical scream of these women almost without existence, resigned and altruist; without other power except the power of taking care of the insignificant (the kitchen, the children…). Women so many times in tears, but always waiting for a better world, rehearsing an escape at last; a hymn to joy.

PHOTO STORY

 

Vilarinho Seco, Março de 2007.

 

#102 ONE WORLD, ONE TRIBE

© reza

 

Dança tradicional no mosteiro de Galata Mevlevi, em Istambul (antiga Bizâncio, até 330 d.C., e Constantinopla, até 1453).

Estas danças (rodopios dervixes — monges muçulmanos) são executadas durante várias horas, sem interrupção, em memória de Mevlâna Jelaleddin Rumi (1207-1273), filósofo e poeta místico que proclamava a união dos povos em torno de um ideal de paz, amor e tolerância. Actualmente, constitui um dos cartazes turísticos mais importantes da Turquia.

 

Istambul (Turquia), 1993.

#101 QUOTIDIANO(S) III

© paulo fogg

 

Vigo, 2008.

 

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