
© luís mileu
Havana, 2009.
| YUKO OHIGASHI Misterious |
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© luís mileu
Havana, 2009.


© paulo fogg
Lousada, 2008.



© hes mundt
IFO refugee camp, Dadaab, Kenya, 2007.

© cristina do vale e vasconcelos
À espera de um novo dia limpo...
Salinas da Figueira da Foz, 2007.



© stéphane lehr
Estima-se que mais de 5.000 crianças vivem nas ruas de Luanda, a capital de Angola, sobrevivendo a roubar, a lavar carros ou até mesmo prostituindo-se. Vítimas da pobreza e das consequências dos sucessivos conflitos civis, habituaram-se a viver snifando gasolina, cola e outros solventes, o que as torna mais vulneráveis às doenças e aos abusos continuados.
Angola, 2007.

© joão veríssimo
A CRUZADA DAS CRIANÇAS
Não queremos saber da religião
das tuas palavras,
nem da tua ideia do Céu e do Amor.
Mentes se dizes
encontrar os teus deuses nas estrelas,
quando os guardas
e serves no perímetro do teu bolso.
Dizes o quanto choras a morte
e compreendes a dor
de quem chamas teus filhos,
mas rebentas com o seu sangue
a brancura
implorada das bandeiras,
acreditas na ceifa das espingardas
e dos berços.
Alimentas crianças com o leite
das armas ao gritar:
«Esforcem-se por carregar no gatilho!
Por honrar
um só uniforme,
uma só cor da vossa bandeira.
A vermelha!»
Dizes-lhes do Amor,
com palavras mercenárias,
a soldo do ódio.
E elas cantam-nas num hino
de louvor
a uma pátria desertora!
E elas sabem
que não as aceitas prisioneiras,
enquanto marcham
para a linha da frente e caminham
sobre um campo de minas.
A teu pedido
ou às tuas ordens?!
JOÃO VERÍSSIMO
Da série «A Infância Exultada»
Amadora, 2006.


© alfredo muñoz de oliveira
O bairro de Cova da Moura, na periferia de Lisboa, é um dos lugares mais problemáticos do país. Situado na freguesia da Buraca, na Amadora, é actualmente o ponto de encontro de imigrantes clandestinos (principalmente originários dos PALOP's), que vivem aqui em condições desumanas, sem casa, sem trabalho e sem rendimentos para subsistirem.
Entre o desconforto da sobrelotação e a consequente marginalidade, os seus habitantes dividem-se entre os que já perderam qualquer esperança e os que resistem a todas as contrariedades e acreditam ainda numa vida melhor no país afecto à Europa comunitária que os acolheu.
Alfredo Muñoz e Cristina Vasconcelos viajaram pelas ruas de Cova da Moura e registaram os gestos de quem procura combater o estigma da marginalização, nomeadamente o trabalho da associação Moinho da Juventude em prol duma comunidade que reclama a sua dignificação mantendo o seu traço cultural africano...


© manuel navarro forcada
Vietname, 2001.



Alturas do Barroso. Reencontro com Ana Dias (84) e João Pereira (88).
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Porque «A humanidade tem uma moral dupla: uma que prega mas não pratica, outra que pratica mas não prega.» BERTRAND RUSSEL
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© antero de alda



© ana tomás