os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 
      COLINDA-CORUL MADRIGAL Adorarea Magilor

 

 

 

 

 

 

#040 NÃO SEI DE QUE COR SÃO OS NAVIOS...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© paulo fogg

 

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Eu não sei de que cor são os navios

sei que por vezes

no mais recôndito recanto

no simples agitar de uma cortina

numa corrente de ar

num ritmo

há um brilho súbito de estrela e bússola

uma agulha magnética no pulso

um mar por dentro um mar de dentro um mar no pensamento

 

MANUEL ALEGRE

 

 

#039 MARROCOS

 

 

 

 

 

 

© carlos vilela

 

Em Tetouan esta pobre vendedora seguiu-me até ao autocarro numa tentativa de me vender um colar. Era uma senhora simpática, que decerto precisava de dinheiro, mas que (pareceu-me) precisava também de atenção.

Deixou-se fotografar (coisa rara em Marrocos) e as imagens foram feitas quando eu já entrava no autocarro. Só depois voltei atrás para lhe comprar uns colares... salvo erro, comprei quatro. Ganhou o dia :)

Mesmo depois de me vender os colares não se foi embora. Só saiu dali quando o autocarro arrancou. Acho que foi um agradecimento e isso não há fotografia nenhuma que registe.

Marrocos, Abril de 2006.

#038 MARRUECOS, AL OTRO LADO

Marrakech, 2005.

 

 

 

 

Tahala o Lalla Takerkoust, 2005.

© leo simões

 

Ensayo fotográfico que nos acerca al pueblo marroquí a través de la mirada del fotógrafo viajero. Varios viajes y más de 5.000 kilómetros en la mochila, compartiendo hogares marroquíes y largos paseos por las medinas, el Gran Atlas, Tánger, Tetuán, Tiznit, Tahala o Lalla Takerkoust,... las imágenes invitan al espectador a descubrir un país cuyo conocimiento será ciertamente enriquecedor.

[ Son fotos robadas. Las hice en mi primer viaje en 2005. Después he vuelto a ir y poco a poco voy aproximándome más a los marroquies para poderles fotografiar con su consentimiento. No obstante, siempre me ha gustado este tipo de imágenes. ]

#037 EGIPTO: WOMEN EMPOWERMENT

Literacy class for women and girls, Minya (Egipto), 2006.

 

 

 

 

 

Child studying while mother is working, Minya (Egipto), 2006.

© claudia wiens

 

#036 FIRST WE TAKE MANHATTAN... & IN MY SECRET LIFE

Minas de S. Domingos, final do ano 2007/2008.

 

 

FIRST WE TAKE MANHATTAN, THEN WE TAKE BERLIN

 

They sentenced me to twenty years of boredom

For trying to change the system from within

I'm coming now, I'm coming to reward them

First we take Manhattan, then we take Berlin

 

I'm guided by a signal in the heavens

I'm guided by this birthmark on my skin

I'm guided by the beauty of our weapons

First we take Manhattan, then we take Berlin

 

I'd really like to live beside you, baby

I love your body and your spirit and your clothes

But you see that line there moving through the station?

I told you, I told you, told you, I was one of those

 

Ah you loved me as a loser, but now you're worried that I just might win

You know the way to stop me, but you don't have the discipline

How many nights I prayed for this, to let my work begin

First we take Manhattan, then we take Berlin

 

I don't like your fashion business mister

And I don't like these drugs that keep you thin

I don't like what happened to my sister

First we take Manhattan, then we take Berlin

 

I'd really like to live beside you, baby...

 

And I thank you for those items that you sent me

The monkey and the plywood violin

I practiced every night, now I'm ready

First we take Manhattan, then we take Berlin

 

I am guided Ah remember me, I used to live for music

Remember me, I brought your groceries in

Well it's Father's Day and everybody's wounded

First we take Manhattan, then we take Berlin

 

LEONARD COHEN

 

 

Mértola, final do ano 2007/2008.

© alfredo muñoz de oliveira

 

IN MY SECRET LIFE

 

I saw you this morning.

You were moving so fast.

Can’t seem to loosen my grip

On the past.

And I miss you so much.

There’s no one in sight.

And we’re still making love

In My Secret Life.

 

I smile when I’m angry.

I cheat and I lie.

I do what I have to do

To get by.

But I know what is wrong,

And I know what is right.

And I’d die for the truth

In My Secret Life.

 

Hold on, hold on, my brother.

My sister, hold on tight.

I finally got my orders.

I’ll be marching through the morning,

Marching through the night,

Moving cross the borders

Of My Secret Life.

 

Looked through the paper.

Makes you want to cry.

Nobody cares if the people

Live or die.

And the dealer wants you thinking

That it’s either black or white.

Thank G-d it’s not that simple

In My Secret Life.

 

I bite my lip.

I buy what I’m told:

From the latest hit,

To the wisdom of old.

But I’m always alone.

And my heart is like ice.

And it’s crowded and cold In

My Secret Life.

 

LEONARD COHEN

 

 

#035 ESPAGNOL CAMPAGNE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© gérard fourel

 

Castille y Léon, Espagne 2002.

#034 QUOTIDIANO(S) I

  

© paulo fogg

#033 CAMPO DE ARROZ...

© cristina do vale e vasconcelos

 

...marcas de vela e cinzas de vida.

 

Montemor, baixo Mondego 2006 

  

 

(...)

 

Tia Ethel já não vive.

Carregou na névoa uma absurda história

de lábios de madeira de lei,

pombos que não conheciam a arte do segredo

e longas feridas entre os dedos das mãos.

 

Não se sabe ao certo a sua dor.

Discreta, confinou-se no campo,

colhendo arroz, feijão, entremanhãs,

marcas de velas e cinzas da vida.

 

CELSO DE ALENCAR

 

#032 REGRESSO A GENÍSIO

«La boubielha»

 

 

 

 

    

Maria José Neto (75) i sus trés burricos, Daniel Deusdado (80) e Maria Adelina Neto (79).

© antero de alda

 

Genísio, Miranda do Douro 2008   

 

#031 HUMAN VICTIMS

Centro de reabilitação da emergência médica em Sulimaniyah, criado em 1998 por uma ONG italiana. Começou por ser um posto para tratar vítimas das minas antipessoais, mas é agora um centro hospitalar central. Há pelo menos 7 milhões de minas terrestres dispersas no Curdistão e embora os acidentes com minas antipessoais tenham diminuído nos últimos anos, continuam a aparecer aqui vítimas destas armas.

Hamina Khidhir Abdullah, nascida em 1955, é da região de Alsho, da província de Sulimaniyah. Tinha ido às montanhas procurar frutas selvagens e uma mina explodiu-lhe nas pernas. Perdeu um pé e sofreu vários outros ferimentos. O seu marido foi assassinado durante a campanha de Anfal, há 18 anos atrás, e ela ficou sozinha com os seus seis filhos.

Sulimaniyah, Curdistão, 2005.

 

 

 

O partido do Hezbollah no Líbano é mais do que um exército da guerrilha. Transformou-se num partido político e uma organização que chefia e orienta uma grande rede de instituições sociais. Os seus membros são principalmente muçulmanos de etnia xiita.

Beirute, 1996.

 

 

 

Evidências das armas químicas usadas por Saddam Hussein contra os curdos.

O menino, de sete anos de idade, ficou cego depois de ser atingido pela explosão de uma bomba. O exército iraquiano lançou uma ofensiva bombista contra os curdos em fuga após uma insurreição curda falhada durante a Guerra do Golfo.

© ed kashi

Iraque, 1991. 

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