os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 
      Sócrates + Salazar + MAZZY STAR Into Dust

 

 

 

 

 

 

#210 BEDUÍNOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© manuela rodrigues

 

 

Habitantes das terras abertas...

 

 

Síria e Jordânia, 2010.

#209 MULHERES DO MONTESINHO

© antero de alda

 

 

Teresa (86)

 

 

Eram 23h19... Portugal salvou-se do FMI.

Esta gente é medíocre, medíocre, medíocre!

O 25 de Abril, como a Revolução Francesa (Liberdade Igualdade Fraternidade eheheh!), salvou-nos dos Jacobinos...

 

 

O grande filho-da-puta diz:

— Faça-se este país!

E, porque quem manda é esse grande filho-da-puta,

os pequenos filhos-da-putazinhos todos

unem-se

para fazer o país.

 

Depois, o grande filho-da-puta

mija sobre o país (quase) feito e diz:

— Beba-se do mijo de quem manda no país.

E, porque quem manda é esse

grande filho-da-puta,

vergam-se

todos os

pequenos filhos-da-putazinhos

para beberem do mijo

do grande filho-da-puta…

 

Assim, o mal deste país é

genético:

só há grandes filhos-da-puta

e pequenos filhos-da-puta (os filhos-da-putazinhos).

Ou quase.

 

ANTERO DE ALDA, 'O País dos Filhos-da-Puta', 2010.

(Com um abraço ao Alberto Pimenta, a propósito do seu 'Discurso sobre o filho-da-puta': «Todos os grandes filhos da puta são reproduções em ponto grande do pequeno filho da puta», 1977).   PORTUGAL — LUXÚRIA E GENÉTICA

 

Guadramil (Rio de Onor), Agosto de 2007.

#208 UNTITLED WORKS 2000-2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© carla van de puttelaar

 

 

Pigmalião molda a sua mulher ideal para se apaixonar por ela; a deusa Afrodite concede-lhe, por fim, o desejo de a tornar real, e a pele de marfim ganha vida...

(...) Her photos refer to the myth of Galatea. The story tells of the sculptor Pygmalion who carefully crafts his ideal woman from ivory and then falls in love with her. The goddess Aphrodite grants his wish to make her a real woman. The ivory skin comes to life.

 

#207 SÉRIE 'BÓIAS-FRIAS'

Vila de Mutirão, Maringa, 1984.

 

 

De meados dos anos 60 ao final dos anos 70, houve um grande êxodo do campo do Paraná, ocasionado pela mecanização da lavoura, pela erradicação do café e pela expansão da pecuária. Uma imensa extensão de florestas naturais foi substituída por lavoura de soja e por árvores exóticas. Tudo isso gerou um grande desemprego, e o êxodo. Grandes contingentes humanos deixaram para trás a sua tradição de agricultores, de homens e mulheres do campo, fazendo crescer as favelas e ampliando os patamares da miséria e suas consequências nas cidades maiores, sem estrutura nem preparo para recebê-los nem absorvê-los. Outra parte desses contingentes abrigou-se nas periferias das cidades menores e de porte médio, próximas das áreas rurais, e passaram a viver como trabalhadores diaristas e sazonais, trabalhando na limpeza de lavouras e nas colheitas do que restou dos cafezais e do algodão que ainda não fora mecanizado. Por levarem sua comida pronta, feita na noite anterior e por comê-la fria, por não haver como aquecê-la, tornaram-se conhecidos como bóias-frias.   http://www.joaourban.com.br

 

 

 

Dona Maria com as suas filhas e netas, Paranavai, 1977.

 

 

 

 

 

Terreiro de café da fazenda Setti, Jacarezinho, 1981.

 

 

 

 

 

A caminho do 'ponto' (4h30), Umuarama, 1977.

 

 

 

 

 

Astorga, 1977.

 

 

 

 

 

Astorga, 1977.

© joão urban

 

#206 MOVIMENTOS PERPÉTUOS

 

 

 

 

© antero de alda

 

 

 

We have the polecat ox... We have everything...

Daniel (83) e Alzira (85).

 

 

O mal de Portugal é haver tanta gente que não trabalha, gente que ganha fortunas só para assinar papéis... E o mais cínico e doloroso de tudo isto é que são esses papéis que estão a destruir as nossas vidas.

 

Arcos de Cervos (Montalegre), Outubro de 2010.

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