os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 
      MARLENE DIETRICH Lili Marleen (Norbert Schultze, 1938)

 

 

 

 

 

 

#228 MULHERES DA PENEDA-GERÊS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© antero de alda

 

 

 

(...) A maneira como vestimos, os processos com que comunicamos, os nossos laços profissionais determinam cada vez mais o índice de sociabilidade. A falta e/ou deficiência de relacionamentos significativos (isto é: o défice da rede de relações sociais, quer qualitativas quer quantitativas) provoca esse sentimento de desintegração, disfunção, insatisfação emocional a que se pode chamar solidão... ANDRÉ COMTE-SPONVILLE («O Capitalismo será moral?») e PAULA MARQUES («A Solidão na Terceira Idade»).

Vi que todos os seres têm uma fatalidade de felicidade(...) A cada ser, várias outras vidas me pareciam devidas. A minha saúde foi ameaçada. RIMBAUD

 

 

Etelvina Azevedo (81), Pitões das Júnias. Foi preciso 'morrer' para criar os filhos (7 ao todo, 5 que sobreviveram), e agora que se aproxima o fim definitivo já não há vontade para uma segunda vida. A crise — ou o que queiram chamar-lhe, porque crise sempre existiu — está a por em causa a própria fé. Para o capitalismo (como dizem Sponville e Rimbaud — e há tanta poesia trágica nas aldeias do interior!) a moral é uma fraqueza do cérebro. Aqui, há pouco dinheiro para investir em iniciativas solidárias. Para os idosos a ameaça da miséria é a dobrar: em muitos casos, já não há dinheiro para comprar medicamentos. Eis o triste resultado da estranha relação que temos connosco próprios, nas nossas preocupações com a vida, com a beleza e com o tempo que está para vir. A exuberância (ou a «fatalidade de felicidade») de alguns é a mutilação de muitos outros. É urgente parar para reflectir sobre isto.

 

    Peneda-Gerês

 

Julho de 2010.

#227 TODAS AS PÁTRIAS SÃO MAGNÍFICAS

 

 

 

 

 

© paulo fogg

 

 

Viana do Castelo, 2010.

#226 UNTITLED SHORT FILMS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© teresa sá

 

As fotografias de cinema sempre me comoveram.

(...) Utilizando a fisicalidade do corpo que me está mais disponível (o meu), desdobro-me, falsifico-me, até encontrar a esperada emotividade que quero atirar cá para fora.

Algumas destas imagens resultam de alguma investigação, outras nasceram no momento mágico em que se pressionou o disparador.

Todas elas traduzem o amor do cinema e da representação.

 

Cinema pictures have always moved me.

(...) Using the physical features of the body nearest to me (my own), I duplicate and transform myself until I found the emotion I wanted to reveal.

Some of these images result from an intense research work; others were created in that magical moment of shooting.

They represent my love for cinema and fiction.

TERESA SÁ

 

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