ANTERO DE ALDA Dados biográficos

   poesia  |  fotografia

 

Nasceu em 1961.

Formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Mestre em Tecnologias pela Universidade do Minho.

Vive e trabalha em Amarante.

 

Situado entre o experimentalismo semiótico e alguma iconografia lírica documental, colaborou desde 1981 em diversas publicações da especialidade, de que se destacam «Poemografias» (ed. Ulmeiro), «Mappe Dell’Immaginario» (ed. Il Campo, Itália), «Postextual» (México), «DOC(K)S» (França), «Antologia da Poesia Experimental Portuguesa» (ed. Angelus Novus) e «Grammavisual» (Espanha).

Publicou «memória de hibakusha e outros poemas» (1986), «O Século C.N.A.» (1999), «a reserva de Mallarmé» (2013), «EUROPA — fuck you!» e «Mil vidas tem S. Gonçalo» (2014).

 

 

POESIA

   

         

memória de hibakusha

e outros poemas

Ed. AJHLP, 1986

 

O Século C.N.A.

Ed. Galápagos, 1999

 

 

a reserva de Mallarmé

Ed. Galápagos, 2013

 

 

EUROPA — fuck you!

Ed. Galápagos, 2014

 

   

FOTOGRAFIA

           

       

Mil vidas tem S. Gonçalo (trilingue)

Ed. Galápagos, 2014

 

   

 

Desde 2005, dedica-se também à Fotografia.

 

Trabalhos seus estão dispersos em diferentes países como Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, EUA, França, Holanda, Itália, México e Polónia.

 

A VIDA É UMA DANÇA   os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 

 

Está representado no Centro de Estudos Informáticos da Universidade Fernando Pessoa, do Porto, e no Museum of Computer Art da University of New York State, USA.

 

 

 

«Antero de Alda tem aberto recentemente caminhos novos no que diz respeito à poesia animada por computador, introduzindo várias técnicas de interacção e multimedialidade nos seus trabalhos, através de programação em Javascript e em Flash.»

   RUI TORRES, Poesia Experimental e Ciberliteratura.

   CETIC-Universidade Fernando Pessoa.

    Documento [ p. 8 ]

 

ver ainda:  

   RUI TORRES, Poesia Experimental Portuguesa: Contextos, Ensaios, Entrevistas, Metodologias. Universidade Fernando Pessoa, 2014.

«Este livro contém alguns dos resultados do projecto ‘PO.EX’70-80 - Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa’, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia com fundos da União Europeia com a Referência PTDC/CLE-LLI/098270/2008, o qual teve como Investigador Responsável Rui Torres, e como Instituição Proponente a Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa (FECFP). Teve Início a 01-03-2010 e terminou em 28-02-2013. O Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa está disponível em http://www.po-ex.net

    Documento [ pp. 2, 83-100 ]

 

  

«His art is shamelessly and brilliantly avant-garde.

It is compounded of poetry, sound and movement, and may be categorized as programming art or web art. It relies heavily on JavaScript and Flash. It is not conventional digital art by any means but it is certainly digital art with a difference.»

   DON ARCHER, Museum of Computer Art.

 

 

«Antero de Alda busca apresentar seus cibertextos, como um exercício literário da cibercultura por não manter uma forma fixa e sim por ser fluido, leve e contínuo. Ademais, o autor amplifica abordagens voltadas à produção e à aquisição de conhecimento, considerando as múltiplas semioses do texto digital contemporâneo, estimulando a interatividade textual mediada pela hipermédia. Diante disso, o leitor se depara com novas definições, léxicos, linguagens, gêneros, códigos e modos de escrita e de leitura, além da presença de discursos polifônicos nas infovias do ciberespaço, em que as distâncias são diminuídas e novos exercícios de multiletramento são explorados.»

   NARA RÚBIA XAVIER (com DÉBORA SILVA)

   Ciberliteratura: escrita criativa, entre o verbal e o virtual

   Universidade Estadual de Goiás, Brasil.

   Documento [ pp. 3-8 ]

 

«A sociedade do século XXI, moderna líquida, segue o trajeto da fragmentação moderna, compulsiva e contínua, no entanto os sujeitos contemporâneos não são mais tão preocupados com a comunidade, o projeto de racionalização, de emancipação que tinha por finalidade o social.

(...) Os aspectos mencionados da modernidade como: a fragmentação, o dualismo entre caos e ordem, a obsessão por essa última, oposição entre natureza e civilização, a multifuncionalidade das funções, polissemia das tarefas e dos significados e o horror a mistura, bem como os aspectos mencionados da modernidade líquida como: a falta de totalidade, o pessimismo em relação à reflexão social, engajamento na política vida, desejo de experimentação e os receios por suas conseqüências, racionalidade para e pelo individual, descarte do não acomodado, todos esses fatores parecem encontrar lugar na ciberliteratura como se nascesse com ela, ou como se ela nascesse a partir deles.

(...) O ciberpoeta português Antero de Alda em sua poética mostra um engajamento social e político bem evidente na sua página na internet... Seu trabalho com fotografia mostra idosos portugueses em uma realidade abandonada pelo mundo moderno, mesmo que inseridos em sociedade, pessoas que não puderam se reacomodar, não souberam como fazê-lo e foram marginalizados e descartados pela modernidade líquida.»

   MAURICIO GABRIEL SANTOS, HUGO DE ANDRADE SILVESTRE & DÉBORA SILVA

   Representações do individualismo da modernidade líquida na poética de Antero de Alda

   Centro Universitário de Anápolis UniEvangélica e Universidade Estadual de Goiás, Brasil.

   Documento [ pp. 1-18 ]

 

«Este artigo apresenta os resultados iniciais do projeto A poética de Antero de Alda: representações da pós-modernidade em LGC (Literatura Gerada por Computador), pesquisa de iniciação científica, que tem por objetivo avaliar as temáticas recorrentes na poesia do ciberpoeta português Antero de Alda, considerando sua obra numa perspectiva crítica sociológica, além de contemplar a cibercultura e a produção artística em rede como fator emergente de uma sociedade permeada pela comunicação em massa.

(...) Considerando o contexto de produção do Antero de Alda, suas preocupações com os sofrimentos dos idosos, das mulheres afegãs no pós-guerra, e toda sua temática de denúncia social e política, vemos a crítica ao modelo de pensar imposto e alienante; não mais a retratação, o reflexo da sociedade e do homem, mas a proposta de construção de um novo modo de pensar, questionar e por isso começar a mudar a realidade.

(…) A obra do ciberpoeta português emerge nesse contexto com uma visão crítica da realidade, denunciando as mazelas da sociedade e contestando discursos vigentes na atualidade que são assimilados e reproduzidos acriticamente pelo sujeito comum. O autor oferece então, considerando seus quadros poéticos e a pluralidade de linguagem utilizada, inúmeros objetos de análise e muitos discursos contestados por ele, a fim de levar o leitor à uma concepção mais crítica do mundo, de si e do outro .»

   DÉBORA SILVA & MAURICIO GABRIEL SANTOS

   Nas malhas do discurso: perspectivas e diálogos da poética de Antero de Alda

   Centro Universitário de Anápolis UniEvangélica e Universidade Estadual de Goiás, Brasil.

   Documento [ pp. 31-43 ]

 

«Nas experimentações poéticas, os meios digitais possibilitam não só uma gama de manipulações, como também, geram novas formas, constituindo-se como uma ferramenta de criação, é significativo citar o poeta português Antero de Alda. Ele faz um trabalho situado entre o experimentalismo semiótico e alguma iconografia lírica documental. É considerado pela crítica uma referência na associação da poesia, da imagem e dos recursos midiáticos.»

   ROSELENE BERBIGEIER FEIL

   Poesia na era tecnológica

   Universidade Estadual de Maringá, Brasil.

   Documento [ p. 11 ]

 

«(...) Há também novas possibilidades de leitura e mudanças na manipulação e interação com o objeto poético: do papel (folhear linearmente) para digital (navegar de forma não linear e de hipertexto, participar interativamente).»

[Poéticas dos artistas Arnaldo Antunes, Antero de Alda e Augusto de Campos]

   ADRIANO GABRIEL BUZELLO

   Poesia visual: trajetória, poética e visualidade

   Universidade do Extremo Sul Catarinense, Brasil.

   Documento [ pp. 23, 64-70 ]

 

«No poema Cibernético [ Antero de Alda ], particularmente, há uma relação entre o contemporâneo, ao se trabalhar com o gênero textual e-mail, e com um universo muito anterior (...). A construção do poema explora em um novo contexto e de uma nova maneira a estrutura poética tradicional e um gênero característico do universo digital, ou seja, elementos da tradição e elementos da contemporaneidade produzem novos sentidos. Essas associações entre o tradicional e o contemporâneo são possíveis na poesia digital por meio da palavra e sua relação com imagem, com o som, com o movimento e com os elementos que permitem a interatividade do leitor. Esses vários sistemas semióticos permitem possibilidades infinitas de criação. Ler poesia digital é deslindar esses vários sistemas semióticos, uma vez que os sentidos da poesia digital são multiplicativos.»

   KÁTIA CAROLINE DE MATIA

   Poesia expandida: a escrita poética no ciberespaço

   Universidade Estadual de Maringá, Brasil.

   Documento [ pp. 63-66, 88-97 ]

 

«A leitura na cibercultura demanda novos conhecimentos no campo dos atributos cognitivos e significativos do leitor. O hipertexto assim como o poema no contexto do ciberespaço é uma obra para ser lida, vista, ouvida, manipulada e investigada. Sua realização, independentemente da época ou do suporte a que está vinculada, depende da intervenção do leitor, que o recria ao interagir com o fazer do poeta ou da equipe que produz esse tipo de texto. (...) O poeta e fotógrafo português Antero de Alda faz o leitor justamente refletir sobre esse processo...»

   KÁTIA CAROLINE DE MATIA

   Reflexões sobre o hipertexto e a poesia digital

   Universidade Estadual de Maringá, Brasil.

   Documento [ pp. 8, 10 ]

 

«(...) Objetiva-se neste trabalho a análise da poética de Antero de Alda e as possíveis representações da modernidade líquida em seus poemas. Para isso, inicialmente revisitar-se-á as análises de Bauman sobre a contemporaneidade; em seguida, serão discutidos os conceitos de cibertexto e hipertexto; em um terceiro momento, será analisada a obra de Antero de Alda a partir das perspectivas oferecidas por Bauman; por último, apresentar-se-á considerações sobre a análise realizada.

Devido à múltipla e fecunda produção online de Antero de Alda, a análise deste trabalho será focada em duas obras: Retratos e transfigurações, por ter como temática as tradições portuguesas e a velhice; Poema Puzzle, por representar as angústias e conflitos dos séculos XX e XXI em uma perspectiva global. As escolhas foram feitas para que abarcassem o tradicional e o novo, o local e o global, demonstrando uma quebra das fronteiras geográficas e temporais.»

   HUGO DE ANDRADE SILVESTRE & DÉBORA SILVA

   Representações da Modernidade Líquida na Ciberpoesia de Antero de Alda

   Centro Universitário de Anápolis UniEvangélica e Universidade Estadual de Goiás, Brasil.

   Documento [ pp. 2 e sgts. ]

 

«Efetivamente, na ciberpoesia de Alda, os processos enunciativos que possibilitam ao sujeito lírico se colocar de forma consciente e contestadora em relação ao pensamento institucional, que é a ideologia, partem da ação individual de identificação e resistência até uma ação coletiva de contestar, e não somente assimilar, aquilo que é produto de uma reflexão crítica. É assim que, diante de um realismo maduro, comprometido com os homens de seu tempo, Alda assume uma postura visionária de seu fazer poético, transcendendo os limites da palavra escrita, para registrar, com a força eloquente de suas imagens, o "Zeitgeist" que demarca a cibercultura.»

   DÉBORA SILVA

   A Modernidade Líquida na Ciberpoesia de Antero de Alda

   Universidade Estadual de Goiás, Brasil.

   Documento [ pp. 2 e sgts. ]

 

«Se no caso da geração automática de texto ainda é possível reconhecer uma matriz literária, quando processos algorítmicos semelhantes são usados para recombinar em simultâneo imagem pictórica e texto verbal, ou texto verbal e imagem cinética, estamos perante formas de arte digital sem equivalente directo nas formas e géneros anteriores. A literatura especificamente electrónica encontra-se frequentemente nesta posição. É o caso de sítios web de autores como Antero de Alda ou Rui Torres, cuja produção incorpora plenamente o hibridismo inter-artístico resultante da convergência de meios em poemas programados inteiramente multimodais, que combinam imagem, texto verbal, voz, música e vídeo.»

   MANUEL PORTELA & RITA GRÁCIO

   Poesia em rede

   Universidade de Coimbra, Portugal.

   Documento [ pp. 21-22 ]

 

 

 

 

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